quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Tempo, tempo, tempo, tempo...

Ontem, num intervalo da rotina caótica que escolhi, subiu à consciencia a sensação de um gigante sublime e impiedoso. O Tempo. Foi um lapso de preguiça. Suficiente para sacudir o silêncio saliente que sempre será. A memória. O passado ainda agora. Companheira infiel esconderijo. Alento.

Casa velha, pé de jaboticada, a infância. Começo vivo, meio confuso, final torpe, a adolescência. Fantasia, amoreódio, desafio... Tempo, tempo, tempo, tempo. Quem vai trazer os momentos em que não estive com a minha família?

As escolhas... Faltam algumas pessoas importantes. Amigos sensíveis como ninguém. Ainda os amo e nada poderá apagar. Tempo, tente. Tente apagar o anjo breve que mudou o meu caminho. Violentamente. Eu não me arrependo.

E hoje, onde está meu tempo? O passado e o futuro que se encontram.
Praticamente leio e durmo. Sinto muita preguiça. Fácil ofício fértil, fóssil e fútil. Preguiça.
Quando vejo, o dia chegou. E Passa, fugaz. E volta, voraz. E marca, feroz. E pra quê?
Não existe...

Iça!

Ainda sou jovem (e isso não significa nada para o tempo). E pra onde foram meus sonhos? Eu ainda os tenho. Só que por muito... éé...(a palavra é) tempo - me escondi neles. Os sonhos estão na visão nítida do futuro que já acontece. Mantenho o senso de direção. Obrigado.

Tempo, tempo, tempo, tempo. Onde está o tempo, gigante sublime e impiedoso? Eu não me arrependo. Não existe. Foi um lapso de preguiça. Eu sinto muita preguiça. Iça!

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